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Notificações: STF rejeita liminares em MS sobre

quebra da territorialidade

 



 

MS/28267 - MEDIDA CAUTELAR EM MANDADO DE SEGURANÇA

Classe:

MS

Procedência:

DISTRITO FEDERAL

Relator:

MIN. JOAQUIM BARBOSA

Partes

IMPTE.(S) - CARLOS FREDERICO COELHO NOGUEIRA
ADV.(A/S) - NARCISO ORLANDI NETO
IMPDO.(A/S) - CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PCA Nº 642)

Matéria:

DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO | Servidor Público Civil | Categorias Especiais de Servidor Público | Serventuários da Justiça

 

                               DECISÃO : Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, contra decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no procedimento de controle administrativo (PCA) 642.   O periculum in mora vem fundamentado no risco de serem impedidas notificações em outros municípios brasileiros. O impetrante alega que realizou investimentos destinados exclusivamente a essa atividade. Ao que parece, a decisão de estender o âmbito de atuação para além do município de Barueri decorre do simples desejo de aproveitar uma oportunidade econômica. Tratando-se de atividade desenvolvida mediante delegação do poder público (art. 236, da Constituição), o direito a essa ampliação territorial deveria estar textualmente contido (ou pelo menos poder ser extraído) de ato próprio, expedido pelo tribunal que fiscaliza os serviços oferecidos pelo impetrante. O impetrante afirma que a legislação (Leis 6.015/1973 e 8.935/1994) assegura o fumus boni iuris. O direito líquido e certo do impetrante não é aferível de plano. O CNJ questionou a interpretação que considerava regular a expedição sistemática de notificações para municípios de outros Estados. Os autos do PCA 642 contêm decisões judiciais contrárias à tese do impetrante – incluindo acórdãos do Superior Tribunal de Justiça. Do exposto, indefiro a liminar.

Vista à Procuradoria Geral da República.

Publique-se. Intime-se.

Brasília, 15 de outubro de 2009      

Ministro JOAQUIM BARBOSA, Relator

 



MS/28287 - MEDIDA CAUTELAR EM MANDADO DE SEGURANÇA

Classe:

MS

Procedência:

DISTRITO FEDERAL

Relator:

MIN. JOAQUIM BARBOSA

Partes

IMPTE.(S) - CARLOS ALBERTO DOS SANTOS GUIMARÃES
ADV.(A/S) - RODRIGO LOUREIRO MARTINS
IMPDO.(A/S) - CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PCA Nº 642)

Matéria:

DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO | Servidor Público Civil | Categorias Especiais de Servidor Público | Serventuários da Justiça

 

                              DECISÃO : Trata-se de mandado de segurança preventivo, com pedido de liminar, contra possível ato do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O periculum in mora vem fundamentado no risco de serem impedidas notificações em outros municípios brasileiros. Ao que parece, a decisão de estender o âmbito de atuação para além do município do cartório decorre do simples desejo de aproveitar uma oportunidade econômica. Tratando-se de atividade desenvolvida mediante delegação do poder público (art. 236, da Constituição), o direito a essa ampliação territorial deveria estar textualmente contido (ou pelo menos poder ser extraído) de ato próprio, expedido pelo tribunal que fiscaliza os serviços oferecidos pelo impetrante. O impetrante afirma que a legislação (Leis 6.015/1973 e 8.935/1994) assegura o fumus boni iuris. O direito líquido e certo do impetrante não é aferível de plano. O CNJ, no ato que gera o temor do impetrante (PCA 642), discordou da interpretação que considera regular a expedição sistemática de notificações para municípios de outros Estados. Os autos do PCA 642 contêm decisões judiciais contrárias à tese do impetrante – incluindo acórdãos do Superior Tribunal de Justiça. Do exposto, indefiro a liminar.

Vista à Procuradoria Geral da República.

Publique-se. Intime-se.

Brasília, 15 de outubro de 2009

Ministro JOAQUIM BARBOSA, Relator

        Fonte: www.stf.jus.br