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Palavras do Presidente do IRTDPJBrasil
na abertura do VII Congresso Brasileiro
de Direito Notarial e de Registro, realizado em Fortaleza, CE.
Autoridades, Senhoras,
Senhores,
Colegas,
Ao longo de muitos anos
venho participando de encontros, congressos e outros eventos sempre me
manifestando – quando convidado a fazê-lo – através de breves palavras,
nas quais sempre deixo impregnado o sentimento de união, congraçamento e
amizade que ainda espero ver adequadamente delineados e resolvidos.
Não
que
inexistam
esses
sentimentos,
mas
que
muitas
vezes
sentimentos
menores
tomam
largo
e desnecessário
espaço
na
agenda
positiva
que
deveríamos
perseguir
em
benefício
da
instituição,
verdadeiro
sacerdócio,
a
que
aprendemos a
amar
e
respeitar,
em
que
pesem os
problemas
de
toda
sorte
que
enfrentamos
sempre.
Pois bem, dizia eu das
minhas breves, concisas e tão objetivas, quanto possível, palavras,
através das quais me manifesto em nossos eventos.
Muitos
Colegas,
por
vezes
até
surpresos
com
um
ou
outro
mote
que
insiro nesses
discursos,
sempre
aguardam
que
do
Zé
Maria se
ouça
uma
novidade,
uma
graça,
um
outro
ponto
de
vista,
mais
leve
por
certo,
e
por
que
não
dizer
até
engraçado,
como
alguns
já
me
disseram.
Hoje,
mudo
um
pouco
o
estilo
para
tentar
formular
um
pensamento
que
nos
leve
a uma
profunda
e
mais
sensata
reflexão
sobre
os
caminhos
áridos
que
já
trilhamos e
que,
se
não
nos
prepararmos
para
uma
urgente
e consistente
união,
poderão
decretar
dias
muito
mais
sombrios
para
nossa
instituição
profissional.
Assim, quero fazer uma
comparação entre os hinos nacionais do Brasil e da França,
correlacionando-os com a nossa atividade e futuro profissional.
Aonde você quer chegar,
Zé Maria?, parece que ouço muitos de vocês perguntarem neste momento.
Enfrento a
questão,
lembrando
que
está chegando ao
fim
o
Ano
do Brasil na França.
Assim,
nada
mais
adequado, no
meu
entender,
do
que
tomar
como
base,
destas
minhas
palavras,
aquele
País,
que
historicamente
sempre
deu ao
mundo
valiosas
contribuições
em
todas as
áreas
do
saber,
sejam de
caráter
humano,
cultural,
político
e
outros.
Claro,
que
os
recentes
episódios
lá
ocorridos
não
podem
pesar
sobre
esta
simples
análise.
Pois
bem.
Do
nosso
querido
Hino
não
preciso
ser
didático,
pois
todos
nós
o sabemos, de
cor
e
salteado,
ainda
melhor
na
sua
passagem
mais
citada
que
é o “deitado
eternamente
em
berço
esplêndido”.
Essa
frase
–
já
disseram – representa
muito
da
posição
que
nós,
o
povo,
adotamos
como
princípio
para
sempre
acreditar
que
amanhã
vai
melhorar,
desde
que
alguém
faça alguma
coisa,
pois
a
maioria
mantém a
posição
e
só
espera!
Por
outro
lado,
no
caso
da França, temos a Marselhesa
que
originalmente
nasceu
como
canto
de
guerra
revolucionário,
até
se
transformar
num
hino
à
liberdade
e,
mais
tarde,
em
hino
nacional.
Oficialmente,
apenas
algumas
estrofes
são
cantadas,
como
acontece
com
o
nosso
hino.
O
significado
de algumas dessas
estrofes
é do quero
tratar.
Assim
como
no
nosso
hino
temos “de
um
povo
heróico
o
brado
retumbante”,
o
francês
alerta
para
“Allons Enfants de la Patrie, le jour de Gloire
est arrivé”
que
significa “avante,
filhos
da
pátria,
o
dia
da
Glória
chegou”.
Sempre
me
pergunto
por
que
o
Registrador
e o
Notário
brasileiros
não
se unem de
vez
para
que
efetivamente
seja
ouvido
o
nosso
brado
retumbante?
No
mais
das
vezes,
de
forma
imprópria,
alguns
tomam
para
si
posições
que
cabem às
entidades
maiores
dos
dois
segmentos
profissionais.
E o
resultado
acaba sendo
desastroso,
ainda
mais
quando
se percebe nas
entrelinhas
existirem
interesses
exclusivos
de
ordem
pessoal
ou
de
grupos.
Não
terá
chegado,
ainda
que
tardiamente,
o
momento
de
nos
despirmos,
todos,
de nossas
vaidades
pessoais,
obsessão
por
cargos
e
funções
para
simplesmente
se
insinuar
junto
às
autoridades,
imprensa
e etc.?
Certamente,
seria
mais
proveitoso
que
os
nossos
segmentos
fossem percebidos,
entendidos
e respeitados
como
partes
integrantes
de uma
Instituição
secular,
que
de
tempos
a esta
parte
vem claudicando -
apesar
de
esforços
de uns
poucos,
que
sempre
arregaçam as
mangas
visando o
bem
da
Instituição
e
não
de
pessoas
ou
grupos
de
seu
interesse.
Precisamos
urgentemente
compor
o
hino
da
nossa
atividade.
Não
me
refiro a
música
e
letra.
Conclamo
pela
necessidade
de
bradar
a
todos
pela
imediata
tomada
de
posição,
em
benefício
da
Instituição,
que
dê
aos
sempre
distantes
a
certeza
de
que
unidos
sempre
será
mais
fácil;
que
dê
aos
mais
afoitos
o
sinal
de
alerta
para
que
evitem
manifestações
de
opinião
que
não
sejam uníssonas;
que
dê
aos
fomentadores
das
indisposições
desnecessárias
a
certeza
de
que
chegou a
hora
de
eliminar
a
fogueira
de
vaidades.
Enfim,
caros
Colegas,
temos
que
começar
a
reescrever
a
nossa
história
e
dar
rumos
mais
consistentes ao
nosso
futuro.
Afinal,
por
sermos
um
povo
heróico,
precisamos
fazer
o
País
ouvir
nosso
brado
retumbante,
porque
tudo
o
que
conseguimos
conquistar
com
braço
forte
está
baseado
na
certeza
de
que
nenhum
de
nós
foge à
luta.
Só
assim
poderemos
dizer
a
nós
mesmos
e aos
opositores
que
o
nosso
Dia
da
Glória
chegou!
Obrigado
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