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Novas regras ortográficas
entram em vigor em janeiro
de 2009
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Assembleia, plateia, ideia, panaceia,
Coreia, colmeia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico,
enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo, creem, deem,
leem, veem, descreem, releem, reveem, eloquência, tranquilo, feiura,
antessala, autorretrato, antissocial, suprarrenal, ultrassonografia,
autoajuda, autoescola, contraindicação, semiaberto, semiárido,
mandachuva, paraquedas, paralama e micro-ondas.
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Não, as palavras acima não estão
grafadas incorretamente, ou pelo menos não estarão a partir de 1º de
janeiro de 2009, quando entrarão em vigor as regras do Acordo
Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado nesta segunda-feira (29)
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que deverá ser
consolidado até dezembro de 2012.
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O acordo - que visa unificar o
registro escrito do português nos oito países que falam o idioma:
Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe,
Timor Leste, Brasil e Portugal - reduz o uso do trema; elimina o uso
do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras
paroxítonas (como em "assembléia" e "idéia"); acaba com o uso do
acento diferencial de palavras como pára (do verbo parar) e para
(preposição); e incorpora as letras "k", "w" e "y" ao alfabeto,
entre outras alterações.
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O
Decreto 6.586/08, de implementação do acordo, foi assinado por
Lula na Academia Brasileira de Letras (ABL) no último dia 29, em
sessão solene pela passagem dos 100 anos da morte do escritor
Joaquim Maria Machado de Assis, primeiro presidente e símbolo maior
da instituição.
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Em 2009, ainda de acordo com o
Decreto 6.586/08, os livros escolares distribuídos pelo
Ministério da Educação à rede pública de ensino de todo o país serão
autorizados a circular tanto na atual quanto na
nova
ortografia. A partir de 2010, deverão ser editados somente na
nova
ortografia, excetuadas a circulação das reposições e
complementações de programas em curso, conforme especificação
definida e disciplinada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da
Educação (FNDE).
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O texto do acordo ortográfico foi
assinado pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em
16 de dezembro de 1990. A norma deveria entrar em vigor quatro anos
depois, mas algumas nações não conseguiram ratificá-lo a tempo. A
expectativa é que as mudanças alterem entre 0,5% e 2% do vocabulário
atual.
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Além do Decreto
6.586/2008, o presidente assinou na segunda-feira outros três
decretos sobre o assunto. O
Decreto 6.583/2008 traz o texto do Acordo Ortográfico da
Língua Portuguesa assinado em Lisboa em 1990, com as novas regras a
serem implementadas a partir de janeiro do ano que vem.
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Fonte:
Paulo Sérgio Vasco, Agência Senado em 30/09/2008
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