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Conselheiros apontam planejamento

e gestão como desafios


 

 

Os conselheiros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) empossados recentemente apresentaram suas expectativas em relação aos mandatos que assumiram, após a sessão solene que os homenageou nesta terça-feira (23/8), na sede do órgão, em Brasília. Entre os desafios mais citados estão o planejamento estratégico e a gestão do Poder Judiciário. 
 

O ministro Carlos Alberto Reis de Paula destacou a necessidade de se valorizar o Poder Judiciário, modernizando-o, protegendo a magistratura e valorizando os servidores. “Nós do CNJ temos uma missão com o Poder Judiciário: reafirmar que o judiciário é um grande serviço público”, afirmou o conselheiro indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
 

Indicado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o conselheiro José Roberto Neves Amorim vislumbra uma “renovação salutar” na nova composição do Conselho. “Espero que as ideias aflorem de maneira que a Justiça seja uniforme, dentro de um padrão de gestão, respeitadas as diferenças regionais”, afirmou.

Planejamento estratégico - O conselheiro José Guilherme Vasi Werner, também indicado pelo STF, lembrou a importância da organização estatística para o planejamento estratégico do Poder Judiciário. “É um ponto fundamental que o CNJ não pode esquecer. O Conselho nasceu também para potencializar e para dar oportunidade aos tribunais de repensar seus planejamentos para dar mais eficácia ao serviço do Judiciário em geral”, enfatizou.
 

Bruno Dantas Nascimento, novo conselheiro indicado pelo Senado, valorizou o intercâmbio de boas práticas que o Conselho pode promover entre os tribunais. “É importante que o CNJ seja catalisador dessa energia para levar aos tribunais práticas que não são compartilhadas atualmente entre todos”, disse.  
 

Os depoimentos dos recém-empossados foram acrescentados, ainda, pelo conselheiro Marcelo Nobre, cujo mandato foi iniciado na composição anterior e tem continuidade. Ele ressaltou a necessidade de se pensar o futuro do Poder Judiciário. “Precisamos olhar, principalmente, para o Judiciário do século 21 para prestar um serviço muito melhor ao jurisdicionado e à sociedade como um todo” deixou claro.

Recém-empossados – Dos 15 conselheiros do CNJ, 10 iniciam seu primeiro mandato. Os recém-empossados são: Bruno Dantas, Silvio Luís Ferreira da Rocha, Fernando da Costa Tourinho Neto, Ney José de Freitas, Gilberto Valente Martins, José Guilherme Vasi Werner, ministro Carlos Alberto Reis de Paula, José Lúcio Munhoz, Wellington Cabral Saraiva, José Roberto Neves Amorim, Jorge Hélio Chaves de Oliveira e Jefferson Luís Kravchychyn – estes dois últimos, que eram da composição anterior do CNJ, foram reconduzidos pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para um novo mandato.  
 

Nesta nova composição, também continuam como integrantes do CNJ o presidente Cezar Peluso, a corregedora Eliana Calmon e o conselheiro Marcelo Nobre.

 

Fonte: Agência CNJ de Notícias
24/08/2011