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Quem tem medo de 2010?

Luiz Marins

Todos os indicadores econômicos foram favoráveis neste final de 2009. E os dados da economia apontam para um 2010 com crescimento. Crescem os investimentos externos e o crédito disponível em níveis recordes. O nível de emprego parou de cair. A produção industrial tem crescido. Até a poupança interna mostra sinais de melhora. A classe média assume um papel preponderante no mercado. Um novo consumidor surge com grande avidez e exigências nunca vistas.

O mundo todo está falando, estudando e procurando conhecer melhor os chamados BRIC countries – Brasil, Rússia, Índia e China. Em qualquer universidade estrangeira que se estude ou lecione, só se ouve falar nos BRIC. Muitas universidades e pensadores querem trocar a Rússia pela Indonésia, falando em BIIC’s, mas nenhum pensador sério fala em tirar o Brasil dessa lista.

E, quem tiver uma visão desapaixonada e crítica, e não for na onda só dos especuladores financeiros, vai chegar à mesma conclusão que vários estudiosos estão chegando e que nós vimos dizendo já há alguns anos(*). A China tem tido um crescimento espetacular. Mas é preciso considerar que a base sobre a qual esse crescimento é medido era muito baixa e pobre. Além disso, é preciso considerar os aspectos jurídicos, políticos, de idioma, de ausência de democracia, antes de pensar na China a longo prazo. Como será a China quando a sua população exigir um governo democrático? Como ficarão os custos de produção quando os trabalhadores chineses exigirem seguridade social, saúde, participação nos resultados? O que fazer com os 800 milhões de campesinos no mais atrasado estado de desenvolvimento agrícola? Estas e outras questões invadem as salas das universidades do mundo inteiro.

Será a Índia mais fácil? Vamos nos lembrar que há mais de 1.652 dialetos na Índia, 325 idiomas sendo 22 idiomas oficiais. 22% dos miseráveis do mundo estão na Índia e um complexo sistema de castas difícil de ser compreendido pelos ocidentais. Assim, montar uma indústria na Índia é uma tarefa hercúlea. Há áreas (clusters) de grande desenvolvimento como Bangalore no ramo da tecnologia. Mas a Índia como um todo é um dos mais complexos países do mundo.

Dos BRIC’s, o Brasil é o único país ocidental, com sistema jurídico conhecido com base no direito romano. Os costumes, o idioma, o modo de viver é bastante semelhante ao dos grandes países investidores, os chamados G6 – Estados Unidos, alguns países europeus e Japão. A mão-de-obra brasileira, quando treinada, tem mostrado ser capaz de altos índices de produtividade, comparáveis aos do primeiro mundo. O mercado interno é muito atrativo. Somos um dos maiores mercados do mundo e a oitava maior economia dentre os 192 países que compõem a ONU. Até geograficamente somos privilegiados.

Com tudo isso, sem dúvida, o Brasil irá se consolidar como um dos mais atraentes destinos para o capital internacional e se tornar uma das mais importantes plataformas exportadoras do século XXI. Montar uma fábrica no Brasil é, em relação aos demais países e com perspectiva de longo prazo, mais fácil e seguro, mesmo com o chamado "custo Brasil" e com os problemas que temos em nosso sistema portuário e de infraestrutura. É bom lembrar que somos uma democracia e que nossas conquistas econômicas e sociais foram feitas democraticamente.

Assim, terá medo de 2010, o empresário que não acreditar em nossas possibilidades e ficar esperando para ver o que irá acontecer.

Terá medo de 2010 o profissional que não se especializar para se tornar a cada dia mais excelente no que faz.

Terá medo de 2010 o estudante que não estudar e ainda acreditar que poderá "empurrar com a barriga" o seu curso e que seu diploma resolverá todos os problemas de emprego.

Terá medo de 2010 aquele empresário que não compreender que qualidade, produtividade, extrema preocupação com custos, política de caixa, simplicidade, tecnologia e gente excelente são hoje os fundamentos do sucesso.

Terão medo de 2010 os acomodados, os que vivem procurando culpados para o seu fracasso.

Terão medo de 2010 os que vêem todas as vantagens e aspectos positivos de outros países e só enxergam as mazelas e as negatividades do Brasil.

Enfim, terão medo de 2010 os mesmos que sempre buscaram uma explicação externa para seu fracasso.

Os mesmos; os de sempre....

Pense nisso.

Sucesso! Feliz 2010!

 

O autor: Luiz Almeida Marins Filho é escritor e teve este artigo publicado em www.anthropos.com.br.